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Um corpo. Um nome. Uma história.
E com ele — padrões, dons, sensibilidades, desafios.
Acontecências.

Movimentos que se manifestam nessa vida por algum propósito da própria Ordem.
Não por acidente. Não por escolha pessoal.
Simplesmente: assim foi feito.

Em algum momento, algo começa a se revelar.
Não como uma compreensão comum — porque isso não é uma coisa que se compreende com o mesmo mecanismo que se usava para compreender coisas.

Tão silencioso quanto óbvio.

O que é real — o que não tem nome, não tem forma.
O que não começa e não termina, e está sustentando tudo sem nunca precisar se explicar.
Não está acontecendo — simplesmente é.

Espaço.
Consciência.
Mistério.
Deus.

Nomes que apontam para isso — isso que não depende de qualquer nome para existir.

Vai se assentando. E a vida humana segue.

O corpo segue sentindo. Os padrões, aparecendo — às vezes mais suaves, às vezes mais intensos.

A história continua se desdobrando porque assim foi desenhado para ser.

Porque assim é — a pura graça.

Infinita inteligência.

A crença de que essas histórias nos definem é percebida, enfim, como um eco antigo.

E no silêncio, onde essas lembranças ecoam, vai se escutando aquilo que resta:

uma disponibilidade.

Para estar. Para servir. Para caminhar.
E desfrutar — com a qualidade de quem olha uma paisagem sem precisar possuí-la.

A força da vida segue viva e selvagem.

Com seus aparentes contrastes. Com sua profundidade e estonteante beleza.

Tudo continua perfeitamente igual.
E profundamente diferente.

O intocado realmente nos toca de uma maneira avassaladora.
O mistério se torna íntimo.
E caminhar sobre o chão deste mundo se torna inevitável.

Sathya Ma