

Quando a vida te convidar a parar, pare.
Diminua o ritmo.
Coloque sua energia no essencial, não se desperdice.
A pausa pode ser por um breve instante, minutos talvez.
Ou pode ser por anos.
O que importa se o tempo já não importa mais?
No início pode parecer estranho,
O sistema precisa arriar o seu maquinário tão acostumado a
fazer e fazer
E isso gera dúvidas: 'mas...
serei inútil?'
Sim.
Vais descobrir a potência da inutilidade
A beleza em ser desnecessária
A força que reside na quietude
Vais descobrir a calmaria feroz de um jaguar saciado em si mesmo
Nada a fazer
Ninguém para ser
Nenhum lugar para ir
Apenas a observância da acontecência se fazendo e dissolvendo-se em si mesma
Ininterruptamente
Vais imergir no escuro da noite
Revisitar temores
E verás com clareza o que antes não via
E vais descobrir a luz que habita na escuridão
Não tenhas medo
Toda mulher que cresceu
Desceu para viver essa travessia
Ela aquietou, descansou e abraçou a noite escura da alma
Descobriu então um feminino profundo
Que confia no sussurro da
força criativa e criadora
Ela que é o útero e
o túmulo de toda a manifestação
Então irmã,
Pare
Descanse
Desça
Apague as luzes
E veja:
A porta é estreita
Mas o Infinito é sem bordas.
Sathya Ma

