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Oh, menina!

Vais te iludir de infinitas formas com isso que chamas de “caminho”; vais acreditar que deves te corrigir e aperfeiçoar, que tudo depende de teu esforço e do quanto trabalhas em ‘teu’ interior. Mas tais ilusões servirão para perceberes que tudo isso sou Eu: Vida experimentando-Me como Vida, Consciência tornando-se autoconsciente.

Vais sentir a força do compartilhamento e vais falar, expressar, num desejo sincero de ajudar os outros, até perceberes que tu não fazes nada; sempre Sou Eu, através de Ti, que faço.

Vais compreender e entender a dinâmica da construção daquilo que chamam de ‘eu’, mas verás que todo este entendimento não aquietará o fogo que arde em teu peito na busca por Mim. Então, vais te cansar e render-te ao Vazio.

Vais idealizar a forma e acreditar que há um estereótipo ideal para Minha expressão. E, por isso, condenarás a ti mesma e tentarás moldar-te e adaptar-te de inúmeras formas. Tudo para que um grito de liberdade ecoe de tua garganta. E, quando isso acontecer, vais dançar o Infinito e também vais deprimir-te à Terra.

Vais sentir saudade de casa, e procurar-Me em muitas; sentir sede dos rios e fome da terra. Teu corpo clamará por Mim e pedirá por purificação. Aceita e te renda, pois Sou Eu preparando-Te.

Vais chorar e ressentir a dor da despedida de inúmeras formas, tudo para que compreendas que o eterno não está no encontro com partes Minhas, mas no reconhecimento de Quem Sou em cada uma delas. E então verás que o passageiro será tua ponte ao Eterno.

Vais morrer e renascer inúmeras vezes até perceber aquilo que Sou e, portanto, és: imortal e sem forma. Assim, vais perceber que este teu desejo latente de realizar-te, Sou Eu em ti soprando o Meu canto e fazendo-te lar de Minha morada.

E então perceberás que tudo o que te parece dual é sempre a expressão de Minha Unidade; e, nesta hora,
verás que Eu e Tu somos Um só.

Sathya Ma