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Amados mestres,

Cada vez mais eu vejo vocês.
Escuto de onde falam, o que proclamam.
Vejo o amor que ardeu em seus corações —
um único canto:
servir a Deus.

Sei que servir a Deus não é senão servir a Si.
Pois não há um eu separado de Deus.
E assim, por um amor arrebatador, vocês servem.

Amam.
Ensinam.
Com palavras, com silêncio, com um olhar.

Mestre Jesus,
eu te sinto.

Sua luz irradiou nesta Terra há mais de dois mil anos — e segue viva.
Deus manifestado em forma tão pura.
Ferozmente sábia.
Um raio eterno da chama do saber.

Esse amor me tocou de forma irreparável.
E assim, pouco a pouco, tenho me rendido a Ti.

Tenho entregue as dores, os rótulos e as formas.
Os quereres e os não quereres.

Tenho entregue minha cabeça e meu coração.

Essa morte é dilacerante.
Queimante.
Silenciosa e estrondosa.

Como pode algo assim existir?
Como isso não chega a todos, se está em todos — em tudo?

Ó Deus,
Leva os medos e as buscas que ainda restam.
Que essa busca por Ti seja a última — até que não reste mais nada.
Apenas o puro espaço.

Luminoso.
Pura bondade.
Absoluto saber.
Eterna bem-aventurança.

Ainda teimo em cansar-me de uma vida humana tão repleta de confusões.
Tantas histórias.
Um filme sem fim.
Ah... faz-me descansar em Ti.

Devoção era o que me faltava para reconhecer o ardor que me queima desde que cheguei neste mundo.

Nada mais importa que não seja viver para Ti.
Em Ti.
Ser-Te.

Devora-me.
Revela-Me.

E faz de mim a flauta vazia para que sua voz ecoe — lindamente — para todo o sempre.

Sathya Ma